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quarta-feira, 22 de agosto de 2012

FOLCLORE BRASILEIRO - PARTE III

É hoje!!! É hoje que se comemora o Dia do Folclore!!
E nada melhor do que comemorar brincando!
Tantas brincadeiras tradicionais, que nossos avós e nós mesmas aprendemos nas ruas, nos condomínios, nos bairros com amigos ou nossa própria família, hoje em dia só é apresentada, muitas vezes, apenas na escola.
Com o intuito de não perdermos certas tradições, onde o trio brinquedo, brincadeira e criança são puramente genuínos e autênticos, divertidos e envolvidos com muita criatividade e com traços culturais de cada região.
A grande importância na brincadeira tradicional é a própria história. Dos brinquedos, das brincadeiras, de uma vila, uma cidade, de uma região, de nosso país. O resgate de um tempo onde criança e brincadeira com armas não faziam parte. Onde a brincadeira de polícia e ladrão nada mais era o nosso atual pique-pega.

BRINQUEDOS
1. Corda;
2. Pião (ou pinhão):
Histórico: http://pt.wikipedia.org/wiki/Pi%C3%A3o
tradicionais          |    modernos

3. Bolinha de gude;
4. Pipa ou Papagaio:
Interessante: As pipas nasceram na China antiga. Sabe-se que por volta do ano 1200 a. C. foram utilizadas como dispositivo de sinalização militar. Os movimentos e as cores das pipas eram mensagens transmitidas à distância entre destacamentos militares.
No décimo segundo século, na Europa, as crianças já brincavam com pipas. Vale a pena notar também o papel desempenhado pela pipa como aparelho de medição atmosférica. O político e inventor americano Benjamin Franklin utilizou uma pipa para investigar e inventar o Pára-raios. Hoje, a pipa mantém a sua popularidade entre as crianças [e adultos!] de todas as culturas.

5. Boneca de pano;
6. Blocos de montar (madeira);
7. Bilboquê:
Realizar uma oficina simples e reciclável! Eis o Bilboquê - objetivo: acertar a "bolinha", no caso a tampinha dentro da abertura (da garrafa), mas eis que surgem os hipercriativos de plantão e transformam uma brincadeira intrigante e viciante em algo mais:


Fofo demais, não é?? Acho que é para conquistar aqueles que estavam na dúvida que este brinquedo é legal!
Mais legal que o original até!! Só que mais fácil acertar também.


8. Boliche;
9. Ioiô;
10. Elástico:

11. Peteca:
Oficina de reciclagem, com jornal! Pode ser feito também com tnt cobrindo o jornal!
12. Dominó;
13. Quebra-cabeça:
Oficina de quebra-cabeça com palito de picolé!

14. Resta um;
15. Bambolê;
16. Futebol de botão;
17. Cubo mágico;
18. Jogo da memória:
Olha que ideia legal para  confeccionar um jogo da memória! Pode ser com imagens abstratas ou desenhos de animais, plantas, cores, números, contas ou outros objetos.


BRINCADEIRAS

1. Elefantinho colorido: ótimo para a fase da descoberta das cores!

Professor: - Elenfantinho colorido!
Crianças: - Que cor ele é?
Professor: Verde!
E as crianças procuram na sala ou no espaço onde estiverem a cor escolhida e tem que tocar nela.

2. Batatinha frita 1, 2, 3!
O professor fica de costas pra turma a uma certa distância. O objetivo é chegar e tocar no professor (ou na parede onde o professor está). Mas, toda vez que o professor vira e olha para todos, eles tem que parar e ficar em posição de estátua (parados). Quem se mexer, volta pro lugar (inicial).

3. Alerta!
Em roda, cada participante joga a bola pro colega (podendo ser em ordem aleatória ou não).
Caso a bola caia no chão, todos correm e aquele que tiver jogado a bola grita "alerta!" fazendo todos pararem onde estão. Quem gritou "alerta" escolherá uma pessoa (de preferência que estiver mais próximo) e terá o direito de dar 3 passos. Ele joga a bola para acertar o colega. Se acertar e a bola cair no chão, o colega sai. Caso o colega pegue a bola, é ele quem sai.

Variação: "Alerta, cor!"
Em roda, cada participante joga a bola pro colega (podendo ser em ordem aleatória ou não). Mas, nesta brincadeira, cada jogada é um pedacinho da frase, assim:
A-LER-TA-COR-QUE-COR?
Quando fala-se o pedacinho "cor", aquele que estiver com a bola escolhe uma cor e diz em voz alta "amarelo!" (exemplo). E todos tem que correr e procurar a cor escolhida, antes que o "dono" da bola pegue alguém.

4. Pular corda:
"O homem bateu em minha porta e eu abri!
Senhoras e senhores, ponham a mão no chão!
Senhoras e senhores, pulem de um pé só!
Senhoras e senhores, deem uma rodadinha...
e vá pro olho da rua!"

5. Amarelinha

6. Galinha choca
"Galinha choca, chocou um ovo, saiu minhoca da perna torta.
E o galinheiro saiu dinheiro e na cabana, saiu banana.
É 1, é 2, é 3, é 4, é 5, é 6, é 7, é 8, é 9, é 10!"

7. Meus pintinhos venham cá!


- Meus pintinhos venham cá!
"- Tenho medo da raposa.
- A raposa está dormindo!
- É mentira da senhora!
- Vocês querem... batata frita?
- Não!
- Vocês querem sorvete?
- Não!
- Vocês querem milho?
- Queremos!
- Então vem pegar!"
E as crianças correm em direção à "mãe-galinha" (professor ou aluno), tentando fugir da raposa (que irá tentar pegar alguém).

8. Jogo da velha;

9. Bafo:

10. Passa anel;
11. Cabra-cega;
12. Escravos de Jó;
13. Pique-pega;
14. Taco;
15. Garrafão;
16. Chicotinho queimado;
17. Pedra, papel e tesoura;
18. Boca do forno;
19. Queimada(o);


"VAMOS BRINCAR DE RODA
PARA FAZER: GOLIM GOLIM GOLIM GOLIM GOLÁ
QUEM ESTIVER DE PERNA ABERTA
VAI TER QUE REBOLAR
ATÉ O CHÃO, SE NÃO VOU PEGAR
A PONTA DO... DE...DÃO!"

LEIA MAIS SOBRE O ASSUNTO E A IMPORTÂNCIA DO BRINCAR:
http://educarparacrescer.abril.com.br/aprendizagem/vai-pra-rua-menino-397887.shtml
http://www.ufrrj.br/graduacao/prodocencia/publicacoes/desafios-cotidianos/arquivos/integra/integra_SILVA%20e%20SANTOS.pdf
http://www.webartigos.com/artigos/a-importancia-do-brincar-no-desenvolvimento-da-crianca/4448/

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

FOLCLORE BRASILEIRO - PARTE II

ideia para um mural com dobraduras
Olá!
Pra variar estou com pouco tempo de estar aqui, mas cheia de ideias!
Vou iniciar contando a experiência que tive em sala de aula.
Lembrando que quando falamos sobre folclore brasileiro é super importante e interessante trabalhar juntamente com o mapa do país. Identificando as regiões, de onde são as lendas, as comidas, onde nós nos encontramos hoje no mapa, o que observamos em nossa cidade como manifestação cultural e o que agregamos ao nosso cotidiano de outras regiões.
Hoje mesmo, continuando o trabalho sobre folclore com meus alunos, fiz na aula uma brincadeira antiga, que poucos lá conheciam com o tema "lenda". Fiz no quadro o jogo da forca.

O jogo da forca é um jogo em que o jogador tem que acertar qual é a palavra proposta, tendo como dica o número de letras e o tema ligado à palavra. A cada letra errada, é desenhada uma parte do corpo do enforcado. O jogo termina ou com o acerto da palavra ou com o término do preenchimento das partes corpóreas do enforcado.

Para começar o jogo se desenha uma base e um risco correspondente ao lugar de cada letra.


Com a turminha de 1º ano, trabalhei com eles os "pedacinhos" (sílabas) e as letras que formavam a palavra, dividindo em duas equipes - meninos e meninas. Cada grupo tinha sua vez de escolher, em conjunto, uma letra.

Percebi como muitos alunos tinham dificuldade em escolher as letras com coerência, tentando ler o que já estava no quadro. Mas com alguma ajuda, aos poucos conseguiram e no final, e desta vez, os meninos levaram a vantagem!

Eles estavam bem estimulados, e antes do jogo eu havia introduzido no quadro mesmo sobre o folclore e seus elementos - danças, comidas típicas, lendas e mitos, parlendas, cantigas de roda, brincadeiras e brinquedos tradicionais, ervas medicinais, etc. Depois apresentei a eles imagens de lendas e mitos, enquanto eles iam nomeando as figuras oralmente, a fim de medir o conhecimento das palavras que eu iria escolher para a brincadeira.
Pude conhecer assim um pouquinho de cada aluno, pois alguns me contaram que aprenderam na rua brincadeiras como "taco na lata" (eu só conhecia como "taco"), "bafo-bafo" (para mim, era só "bafo" mesmo), piques, garrafão (não imaginava que conhecessem, pois nunca os vi jogando na escola), pipa, etc.
Um aluno me disse que todos os dias a mãe prepara para ele, de café da manhã, uma tapioca, prato típico da região de origem da família dele. O engraçado, que como boa carioca, eu nem imaginava que a tapioca era para ser comida pelo café da manhã, mas... vivendo e aprendendo!


Outras ideias, ainda trabalhando as lendas:

Achei na internet e essa ideia é bem legal!! Vou testá-la em breve! Acho que as crianças irão amar!
Este saci provoca uma ilusão de óptica. Gire o palito rapidamente e o Saci parece estar dentro da garrafa. De um lado, a garrafa vazia desenhada. Do outro, o Saci:





Eles adoraram a lenda do Bumba meu boi! Imagina só usar a criatividade pra construir um mini Boi com potinho de iogurte!!!


Um fantoche do Bumba Meu Boi muito legal, feito com caixa de ovos:


terça-feira, 31 de julho de 2012

FOLCLORE BRASILEIRO

No dia 22 de Agosto comemoramos o Dia do Folclore e nada mais criativo e rico do que a nossa cultura popular!
Seu estudo sistemático, porém, iniciou somente em meados do século XIX, e levou mais de cem anos para se consolidar no país. A partir da década de 1970, o folclorismo nacional definitivamente se institucionalizou e recebeu conformação conceitual sólida.
Constitui, hoje, um elemento importante da própria economia do Brasil pela produção e comércio de bens associados e o turismo cultural que fomenta.

"A cultura não é mais entendida como um conjunto de comportamentos concretos mas sim como significados permanentemente atribuídos... Uma festa é mais do que a sua data, suas danças, seus trajes e suas comidas típicas. Elas são o veículo de uma visão de mundo, de um conjunto particular e dinâmico de relações humanas e sociais. Não há também fronteiras rígidas entre a cultura popular e a cultura erudita: elas comunicam-se permanentemente... Na condição de fato cultural, o folclore passa a ser compreendido dentro do contexto de relações em que se situa"
Maria Laura Cavalcanti 

Temos lendas e mitos, comidas típicas, danças folclóricas e regionais, ervas medicinais, travalínguas, jogos, brincadeiras, cantigas de roda, brinquedos, ditos populares, crenças e supertições, festas populares, etc.
Em 2005, foi criado do Dia do Saci, que deve ser comemorado em 31 de outubro. Festas folclóricas ocorrem nesta data em homenagem a este personagem. A data, recém criada, concorre com a forte influência norte-americana em nossa cultura, representada pela festa de Halloween - Dia das Bruxas.
Diversas atividades podem ser aproveitadas dentro e fora da escola, agregando valores populares e tradicionais, além de ampliar e aprofundar o conhecimento  nossa história, enraizada, cultural e rica em criatividade e ludicidade!
Vamos iniciar com as LENDAS! E a primeira será a da Vitória Régia. Ela pode ser trabalhada como contação de história, apresentação de vídeos, confecção de fantoches ou em rodinha, para conhecer também o que cada criança traz dentro de sua tradição familiar.

A lenda da Vitória-régia é uma lenda brasileira de origem indígena tupi-guarani.
"Há muitos anos, em uma tribo indígena, contava-se que a Lua (Jaci, para os índios) era uma deusa que ao despontar a noite, beijava e enchia de luz os rostos das mais belas virgens índias da aldeia - as cunhantãs-moças. Sempre que ela se escondia atrás das montanhas, levava para si as moças de sua preferência e as transformava em estrelas no firmamento.
Uma linda jovem virgem da tribo, a guerreira Naiá, vivia sonhando com este encontro e mal podia esperar pelo grande dia em que seria chamada por Jaci. Os anciãos da tribo alertavam Naiá: depois de seu encontro com a sedutora deusa, as moças perdiam seu sangue e sua carne, tornando-se luz - viravam as estrelas do céu. Mas quem a impediria? Naiá queria porque queria ser levada pela lua. À noite, cavalgava pelas montanhas atrás dela, sem nunca alcançá-la. Todas as noites eram assim, e a jovem índia definhava, sonhando com o encontro, sem desistir. Não comia e nem bebia nada. Tão obcecada ficou que não havia pajé que lhe desse jeito.
Um dia, tendo parado para descansar à beira de um lago, viu em sua superfície a imagem da deusa amada: a lua refletida em suas águas. Cega pelo seu sonho lançou-se ao fundo e se afogou. A lua, compadecida, quis recompensar o sacrifício da bela jovem índia, e resolveu transformá-la em uma estrela diferente de todas aquelas que brilham no céu. Transformou-a então numa "Estrela das Águas", única e perfeita, que é a planta vitória-régia. Assim, nasceu uma linda planta cujas flores perfumadas e brancas só abrem à noite, e ao nascer do sol ficam rosadas."

ALGUMAS SUGESTÕES DE ATIVIDADES:




VIDEOS - LENDAS:
O BOTO - Coleção "Juro que vi": http://www.youtube.com/watch?v=4dTxX91W4P8
O CURUPIRA - Coleção "Juro que vi"http://www.youtube.com/watch?v=r2uvjgbcMtY
IARA - Coleção "Juro que vi"http://www.youtube.com/watch?v=UKXFz5OsNmY
SACI - Coleção "Juro que vi": http://www.youtube.com/watch?v=923nsj_V2Q4
MATINTA PERERA - Coleção "Juro que vi": http://www.youtube.com/watch?v=TdZVN3ggjkg

FONTES:
WIKIPEDIA, A ENCICLOPEDIA LIVRE: http://pt.wikipedia.org/wiki/Folclore_brasileiro

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Oficina de dedoche para Festa Julina ou Folclore

Outro dia fiz uma atividade que adoro com minhas crianças na escola!
Engraçado que as pessoas acham que nós da Educação Física não temos habilidades artísticas! Um ledo engano, pois tive muitas disciplinas na faculdade, que abordavam este tipo de atividade.
Temos que observar que estas atividades trabalham o cognitivo, a coordenação motora fina, noção espacial, criatividade e, muitas vezes, a expressão corporal, quando finalizada com uma apresentação, por exemplo.
Aproveitando o tema das festas juninas, fiz com eles uns dedoches, feitos de papel e arrumamos uma caixa pra ser nosso palco da apresentação. Eles amaram!
Após pronto, nós fomos ao "palco" e criamos alguns diálogos, usando a linguagem dos "caipiras", falamos sobre as quadrilhas, cantamos músicas como "Cai cai Balão" entre outras manifestações que foram surgindo, conforme o grupo.
Elaborei uns dedoches previamente desenhados para eles pintarem e em um segundo momento, eles mesmo desenharam os seus. Por vezes eu colava, por outras as crianças colavam as partes dos dedoches.
Cortei um chapéu para os caipiras, em outro papel colorido para colar no dedoche e alguns lacinhos para serem colados nas caipiras.
Algumas professoras viram e me pediram o molde! Bem, então resolvi postar aqui para vocês terem uma ideia e usar a criatividade de vocês com os pequenos!
Como hoje em dia existe uma cola mais prática e fácil para e.va. levei alguns modelos no shopping para esta mesma oficina. Eles amaram os dedoches em E.V.A.! Ficaram lindos e fofos!
Quem já finalizou os trabalhos das festas juninas pode praticar esta oficina em comemoração ao folclore, em Agosto! Com personagens como Emília, O Boto, Boitatá, Curupira, entre outros e trabalhar não só as lendas em textos, interpretação, dança, mas com teatro de fantoche! Que tal?
É só cortar dois retângulos iguais, arrendondá-los em uma das pontas (para fazer o formato da cabeça) e colá-los, deixando o lado reto sem cola, para ser colocado o dedo ou um palito para manusear melhor o dedoche. Pode-se também cortar um círculo para a cabeça e colá-la no corpinho, como no exemplo do palhaço e noivinha abaixo.
Vamos lá, mão na massa!






Corrida lúdica?

Gente, estou há algum tempo afastada daqui, apesar de sempre estar lembrando de atividades que eu poderia estar compartilhando! Mas a falta de tempo (e sei que de planejamento também) me impede de estar sempre atualizando este blog.
Mas queria compartilhar com vocês uma experiência que estou começando a ter por conta do meu marido. Há muito tempo, meu sócio também está querendo entrar no mercado na área de corrida e treinamento, mas eu sempre fui relutante e, novamente, a falta de tempo para investir em estudos e me aprofundar melhor no assunto foi deixando para depois esta prática.
Meu marido, que também trabalha comigo na empresa e é professor de Educação Física, queria muito voltar a correr e começou a planejar seu treinamento. Resumindo, virou um vício. Se inscreveu em uma corrida, após anos e uma cirurgia no joelho, e se empolgou com o resultado. Logo, se inscreveu no Circuito das Estações Adidas, que aconteceu ontem no Aterro do Flamengo.
Na minha primeira experiência de torcedora, esposa e fotógrafa fiquei surpresa com seu rendimento e acabei ficando tensa. Ontem, consegui finalmente curtir o momento e fiquei impressionada com a quantidade de adeptos: 14 mil inscritos, fora os que entraram como "pipoca" no meio da prova!
Já estava começando a pensar em participar, mas achava que eu só iria encontrar atletas de ponta, elite e pessoas preocupadas apenas com rendimento e resultados. Ledo engano!
O que vi ontem foi mais de 15 mil pessoas, entre amigos e familiares, curtindo cada momento de um lindo dia de Sol em um belíssimo cartão postal da cidade do Rio de Janeiro!


Acordar cedo, em pleno Domingo, pegar ônibus (muitas vezes, vários!), nada disso diminui o encanto do momento! Vi muitas crianças com seus pais, vi cães com seus donos, vi amigos fantasiados, vi pais com carrinhos de bebê, vi pais levando a filha que mal conseguia andar em um patins, vi senhoras e senhores tentando conquistar o simples fato de conseguir terminar a prova, seja em 1h, 2h ou 3h.
A reação das pessoas ao atingir a chegada, em encontrar as pessoas queridas, em tirar fotos com os amigos e familiares me fez refletir o quão é lúdica uma corrida!
Aprendi muito observando cada rostinho de satisfação, com a criatividade de muitos, a alegria de todos, independente da faixa etária, em simplesmente correr!
Resolvi então que irei correr também! Claro que uma distância em que, mesmo caminhando, eu consiga chegar sem passar mal! Hehe.
E, como não poderia deixar de fazer, convidei meus amigos!! E estou muito feliz em perceber que muitos estão aceitando o "desafio", tanto pessoal quanto social. Mudando os hábitos, a rotina, descobrindo seus limites e o prazer da atividade física, sem esperar rendimento, resultados e sem cobranças.
Sempre percebi na escola como as crianças adoram correr! Em contestes, fazendo zig zag com os cones, apostando com os demais colegas...e confesso que não compreendia muito como poderiam preferir correr a esmo do que realizar tarefas mais elaboradas e planejadas por mim.
E estou descobrindo que é possível sim, em um simples ato de correr, reconquistar sua auto estima, conhecer melhor seus limites e descobrir a imensa sensação de prazer que a endorfina libera com a atividade física. 
Assim, você estará reeducando seus hábitos, pois com a atividade física e a necessidade de alimentos mais leves, saudáveis e de fácil digestão vem com o tempo, pois o "corpo pede" esta mudança. E o fato de trocar o churrasquinho e a cervejinha do Domingo pela "corrida lúdica" com os amigos é um enorme diferencial para uma qualidade de vida cada vez melhor!
E eu te pergunto: será possível mesmo se viciar em uma vida saudável?!
Espero voltar aqui em breve pra te dar esta resposta!


Adendo:
Existem alguns circuitos e competições específicos para crianças! É claro que não podemos cobrar performance, mas devemos incentivá-las para a prática da atividade física, afastando o tão temido sedentarismo e problemas de saúde que ele acarreta no futuro!


Links:
Fotos do Circuito das Estações Adidas - Inverno: http://www.flickr.com/photos/wsfoto/sets/72157630701214836/with/7624815182/
Circuito Athenas: http://www.circuitoathenas.com.br/2012/
Circuitinho para crianças: http://www.circuitinho.com.br/
Corrida na Infância: http://o2porminuto.uol.com.br/scripts/materia/materia_det.asp?idMateria=6166&idCanal=5&stCanal=Kids

domingo, 10 de junho de 2012

Os muitos espaços da educação

Qual o melhor local para que se desenvolva a aprendizagem?
Para a grande maioria, um fator primordial seria o silêncio, uma situação propícia onde ferramentas, o agente educador e os educandos façam parte de uma harmoniosa dança, com movimentos precisos e ritmados na troca de conhecimentos.
Muitos conhecem apenas a sala de aula como um espaço para esta troca, no cotidiano escolar e na vida. Alguns acreditam que em qualquer lugar possa haver aprendizagem. Porém, outros tantos se esquecem que no próprio âmbito escolar, é possível dividir e ao mesmo tempo agregar espaços de conhecimento, distintos e diferenciados para cada finalidade proposta.
A ideia de uma rotina, principalmente para os pequenos, tem o intuito de criar hábitos para cada situação desejada, e muitos acreditam que assim proporcionam à criança estabilidade e segurança, além de desenvolver uma organização espaço-temporal, porém devemos refletir e desenvolver de forma consciente uma gama de atividades educativas que podem ser desenvolvidas em cada espaço escolar, ou seja, esta rotina não precisa ser rígida e sem estímulos.
"Podemos dizer que o espaço se refere à possibilidade do movimento", afinal sem ele, o espaço seria oco e sem funcionalidade.
Por isto, acredito que todos os educadores, de todas as disciplinas, possam e devam usufruir da melhor maneira possível esses espaços.
O que vemos na prática é uma limitação quanto às disciplinas ministradas e até mesmo um certo preconceito. Por que muitos se incomodam de ver um professor de Educação Física ministrando sua aula fora do espaço da quadra ou pátio, por exemplo? Por que uma professora de Inglês não poderia ministrar sua aula na horta da escola? E um professor de Português na sala de informática?
É claro que para tal é preciso ter um planejamento com objetivo, porém é preciso desmistificar tais situações.
Segundo Piaget, aprendemos a ser gente quando as 

coisas resistem aos movimentos que fazemos. Isso quer 
dizer que só percebemos o espaço para nossos movimentos 
quando chegamos aos limites desse espaço. 
Nas aulas lúdicas, para crianças que ainda estão desenvolvendo coordenação motora, assim como noção espaço-temporal é importante este "passeio" pelos vários ambientes escolares.
Não apenas para aprender como lidar e quais ações podem ser realizadas naquele espaço, mas também para aprimorar sua noção espacial, de tempo e distância, cores, formas e volumes.
Infelizmente, existem muitos alunos que não tem a vivência e oportunidade de conhecer outros locais, fora do ambiente familiar e escolar. E é nesta fase, que a curiosidade e a necessidade de explorar o novo surge e se não for adequadamente canalizado poderá vir a se tornar um grande problema, dentro daquele espaço limitado de possibilidades, conhecimento e ações.
"Inovar o espaço não é somente incorporar novas formas de organizá-lo: às vezes, essas formas novas são exatamente as que nós já conhecemos, apenas tratadas diferentemente."
Agora, saindo um pouco do âmbito escolar, onde mais poderíamos encontrar a tal "aprendizagem"?
Se prestarmos bem atenção veremos bem ali em um parquinho, uma praia ou uma roda de amigos no playground do prédio: crianças e adolescentes desenvolvendo aspectos psicomotores, de convívio social, moral e ético. Valores como liderança, sociabilidade, noção espacial, trabalho em grupo, formações como filas, rodas, o certo e o errado, regras, tudo dentro de uma simples brincadeira e ações não premeditadas nem anotadas em um caderninho de plano de aula. Assim, mestre e aprendiz, em qualquer espaço físico, simples assim.


FONTES:




terça-feira, 5 de junho de 2012

Meio Ambiente: Oficina de Reciclagem

 Confeccionar bonecos, fantoches e novos produtos, reutilizando materiais que iriam virar lixo não é apenas uma atitude sustentável, politicamente correta, é um um estímulo à criatividade e à coordenação motora fina. 
Podemos sim construir artigos e produtos de qualidade e com grande apelo para o público infantil.
Para pessoas caprichosas e habilidosas, aí vão algumas dicas:
Olha que ideia sensacional: Fantoches elaborados com meia, lindos!
Já já vou postar o que eu estou montando!! Aguardem!
 
Corujinhas fofíssimas! Acho que aqui usaram o rolinho de papel higiênico.
Mas acho que podem ser feitas de jornal, revista, caixa de papelão... ah, qualquer papel que iria virar lixo!
E usem a criatividade aproveitando a sua necessidade! Essas corujinhas podem se tornar apenas enfeites, mas também podem ser convites, móbiles, lembrancinhas de festas, personagens de um fantoche ou contação de história, caixa de presente, etc.
Para mim, essa vaquinha é criação de gênio! Se reparar bem é algo bem simples, porém com um grande efeito estético que reflete qualidade e carinho.
Qualquer lata amassada, com uns papéis ou EVA colados. O grande "lance" acredito ser no acabamento com um papel aveludado ou EVA branco para não aparecer a marca da empresa. Lindo demais!
Adivinhem de que é feito??
Garrafa Pet! Perfeito!
Outra super dica é a carteira mágica, feita de TetraPac (caixa de leite e suco), tecido e fitas, elaborado pela Maria das Candongas! Pode ser encontrado e comprado por R$ 15,00 no site:

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Você está sabendo da Rio +20? Saiba então o que é e quando será no site: